PATROCÍNIOS MILIONÁRIOS NÃO GARANTEM VITÓRIA ÀS ESCOLAS DE SAMBA.
Nome: Isabele F. P. Gonçalves
Curso: Gestão de Recursos Humanos
Período: 5º Campus Torres.
Disciplina: Marketing Aplicado A Recursos Humanos
Semana: 04
Os patrocínios milionários que enchem os olhos dos dirigentes e de muitos carnavalescos, mas não costumam ganhar carnaval no Rio de Janeiro. Nos últimos 20 anos, apenas seis campeonatos foram conquistados à custa de investimentos externos. Quatro deles pela Beija-Flor, Que foi ajudada por governos do Amapá ao Rio Grande do Sul.
Os chamados "enredos turísticos" deram sorte à escola em 1998, 2004, 2005 e 2008. Neste ano a agremiação de Nilópolis contou com R$ 2 milhões da Nestlé para confeccionar alegorias e fantasias que contam a trajetória do cantor Roberto Carlos, ele próprio patrocinado pela multinacional em suas turnês.
O desfile sobre o universo dos cabelos, das "longas madeixas de Shiva" ás "perucas do Egito", será da Vila Isabel - a mesma que, em 2006, conquistou o sambódromo com as cores da "latinidade", garantida por Hugo Chavez, por meio de estatal de petróleo venezuelana PDVSA.
Mas a empresa patrocinadora, e multifuncional Protecter & Gamble – dona da idéia dos R$ 4 milhões investidos e do passe da garota-propaganda Gisele Bündchen, que virá no último carro alegórico – havia procurado primeiro a Salgueiro, que rejeitou o patrocínio e acabou fechando outro com a Prefeitura do Rio, que sugeriu que a agremiação falasse do tema "O rio no Cinema".
Fernando Horta, da Unidos da Tijuca, ainda não conseguiu unir o útil ao agradável. Relata que já ofereceram vários patrocínios mas diferentes da linha que trabalham.
A Mocidade não se constrange com o fato de ter escolhido falar de festas agrícolas por conta do polpudo auxilio de R$ 2,6 milhões da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária .
Tampouco a Grande Rio, que, depois de ver quase 100% de seu barracão queimado no dia 7 de fevereiro, precisou ainda mais do auxilio das empresas catarinenses, que turbinaram seu desfile sobre Florianópolis. O valor ficou "entre R$ 2 e R$ 5 milhões".
As escolas contam com cerca de R$ 5 milhões da prefeitura e da Liga das escolas de Samba, vinda da venda de CDs e de ingressos, apoio dos governos municipal, estadual e federal. Mas consideram que hoje, o valor é insuficiente para bancar o luxo exigido para chegar na frente,
Há controvérsias – especialmente entre os antigos. Martinho da Vila, por exemplo, acha que, com criatividade, daria para fazer o carnaval só com os R$ 5 milhões. "Mas dentro do padrão atual, que é o luxo, uma alegoria custando o preço de um apartamento, a escola acaba pensando primeiro em quem pode bancar o desfile e só define o enredo depois. È tudo comercial, precisa gerar receita.
06/03/2011.
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